Rubem Alves
O texto ‘Inúteis e Perniciosos’ de Rubem Alves, colunista da Folha de São Paulo, nos mostra outro ponto de vista sobre o processo seletivo do vestibular. Alves resume os vestibulares como inúteis, pois os candidatos acabam estudando por pressão.
As provas de seleção para ingressar nas universidades não trazem competência, pelo contrário, faz com que as pessoas funcionem como máquinas. Assim cita Rubem: “Aquilo que não é instrumental para a vida logo é esquecido”.
Pensando na memória como um escorredor de macarrão, deveríamos nos livrar daquilo que não tem serventia por meio do esquecimento e o que tem serventia como conhecimentos-ferramentas, que nos ajuda a entender as coisas.
Immanuel Kant aborda em ‘A Crítica da Razão Pura’, que o conhecimento se inicia com as perguntas que fazemos à natureza. Mas essas perguntas surgem quando nós, contemplando a natureza, nos sentimos provocados pro seus assombros.
Os vestibulares assombram os candidatos, são como ‘cega-olhos’. Aqueles que se preparam muito acabam por perder a capacidade de fazer perguntas de tanto serem treinados para dar respostas certas, como cita Alves.
Podemos concluir que, o maior benefício da abolição dos vestibulares seria as escolas finalmente estariam livres dessa guilhotina horrenda no horizonte e poderiam se dedicar à tarefa de educar, de desenvolver a arte de pensar, que nada tem a ver com o preparo para os vestibulares.
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