sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Carta do Aluno

Estou escrevendo pra contar sobre os seminários das últimas aulas de Teorias da Comunicação.
Lembra dos textos que a Professora Ana deu? Pois então, foram vários grupos e, em média, cada dois pegou um texto.
Não sei dizer bem a ordem das apresentações, mas os textos sugeridos foram: “O Paraninfo”, de Luis Fernando Veríssimo; “A Formação de Um Novo Homem de Comunicação”, de Ana Maria Strohschoen; “Estamos a Caminho”, de Ivan Angelo; “Sobre Os Perigos da Leitura” e “Inúteis e Perniciosos”, de Rubem Alves, entre outros e mais alguns textos de apoio, como uma crônica vencedora de um concurso da Volkswagen, que fala sobre experiência; crônica esta que foi muito bem apresentada no seminário.
Os demais grupos também se saíram muito bem, apresentando vídeos e desenvolvendo o seminário com opiniões e discussões cabíveis.
Meu grupo foi responsável pelo primeiro seminário sobre a obra “O Paraninfo”, de L. F. Veríssimo, que faz uma relação entre a comunicação humana e animal. Inicia o texto com uma abordagem geral, mostrando que a comunicação está incluída na vida tanto do ser humano, quanto dos animais como item fundamental. Diz que a diferença está no fato dos animais já virem com essa “habilidade” desenvolvida, digamos, e o ser humano terem que aprender a desenvolvê-la com o tempo.
Por nós também foram exibidos trailers de filmes coerentes com o assunto do seminário. São eles: “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick, que retrata a violência sem objetivo dos jovens combatida pelo autoritarismo sem freios do Estado (no filme, por “lavagem cerebral”, fazendo uso de imagens e sons) e faz um painel assustador da sociedade européia e do próprio mundo moderno; “O Escafandro e a Borboleta”, de Julian Schnabel, que fala de um homem apaixonado pela vida que, em um dado momento, sofre um derrame cerebral e tem todo o corpo paralisado, com exceção dos olhos, que se tornam seu único meio de se comunicar com o mundo exterior; e “Ensaio Sobre a Cegueira”, obra-prima de Saramago, transformado em roteiro cinematográfico por Don McKellar e dirigido por Fernando Meirelles, que fala de uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira que atinge uma cidade e, à medida em que os afetados são colocados em quarentena e a ajuda vai ficando escassa, o grupo começa a brigar entre si por suas necessidades básicas expondo instintos primários. De alguma forma, uma mulher escapa à epidemia e assume o objetivo de ajudar essas pessoas a reencontrar a humanidade.
Os seminários foram, de um modo geral, bastante construtivos e, com certeza, aproveitados por todos os alunos.
Espero ter esclarecido tudo.
Abraços,


Matheus Machado Fonseca.

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