quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Carta do Aluno

Prezado amigo Rubem Alves!

Peço-lhe desculpas por estar lhe importunando... Entretanto, escrevo mesmo assim, porque me senti impelida a lhe confessar que de certa forma o subestimei. Permita-me que explique: de início, ao ler seu texto para um trabalho, gostei dele, achei-o leve e de temática interessante; visitei seu site e também gostei da forma como foi organizado e de outros textos que achei lá. Percebi o quanto gosta de citar Schopenhauer e Nietzsche, e até me interessei por lê-los também. Mas não pensei que o que li fosse repercutir por tanto tempo em minhas reflexões. Depois da leitura, e de ouvir a opinião de outros colegas sobre seus textos durante a apresentação do seminário, já me surpreendi várias vezes pensando no assunto. Também fiquei grata. Grata, sim. Durante muito tempo me culpava ao abandonar uma leitura que não me empolgou muito, mas que me havia sido recomendada como sendo extremamente necessária ou muito boa. Venho pensado muito sobre o assunto, desde então. Acredito que os livros nos caem melhor quando estamos preparados para o seu conteúdo. Isso fecha com o que você diz em “sobre os perigos da leitura”, advertindo os leitores sobre a forma como a realizam. Sendo assim, já não tenho tanto remorso em fazê-lo; entendo agora que a leitura até pode ser boa, mas não nesse momento; que um dia, talvez a busque, ou me caia nas mãos novamente, e vá achá-la ótima; ou que talvez, não seja assim tão boa, mas como todo mundo lê... sabe como é. Bem, não creio que deva tomar mais de seu tempo. Apenas gostaria de agradecê-lo por dividir sua sabedoria desta forma. Parece estar bastante preocupado em fazer de seus textos uma leitura agradável e com um sentido profundo para os leitores. Isso muito me agrada... nada de “enfeites” desnecessários e palavras rebuscadas para parecer muito culto. Seus textos, simples e sábios, falam por si e demonstram a grandeza de espírito do homem que os escreveu.
Com sinceros agradecimentos,
Gisele Grehs dos Santos

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