sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Carta do Aluno

Caros colegas, que não puderam assistir os seminários, quero por meio deste texto mostrar o que mais de relevante esteve na apresentação. O nosso grupo começou a apresentação com “Os perigos da leitura” de Rubens Alves
A esse tema foi proposto analisar a maneira como lemos principalmente na preparação do vestibular ou na preparação pra uma entrevista, fazendo isso de maneira mecanizada, ler sem se identificar ou entender o real significado d que é lido, apenas memorizar e saber o que de mais relevante esta escrito ali.
Com isso perdemos nossa própria capacidade de raciocinar, de pensar por “nos mesmos” sem estar seguindo uma idéia ou filosofia de alguém.
Consideramos sempre o que e o outro pensa, mas esquecemos de levar nossas próprias idéias em consideração.
Mas isso não é de hoje, segundo Nietzsche, esse costume se origina dos eruditos, que passavam tanto tempo passando paginas de livros que pararam de pensar, só respondiam a um estimulo.
Mas isso nos é ensinado desde pequenos; decoreba sempre, sendo o caminho mais fácil rumo ao conhecimento. Em relação a isso Schopenhauer pensa o contrario: “e por isso que, se refere a nossas leituras, a arte de não ler è importante.
A curiosidade se esvai.
Mas Rubens Alves não se mostra contrario a leitura, desde que seja feita por prazer, começando pelas escolas.
Como criar o habito da leitura de um jeito certo?
A seguir, comentamos sobre o texto Inúteis e Perniciosos, também de autoria de Rubens Alves que de varias formas complementa e reforça a temática do texto anterior , o fato da leitura feita de maneira obrigatória e taxativa, neste caso em relação a preparação ao vestibular.
Demonstrando que o vestibular é um processo ultrapassado para testar conhecimentos dos estudantes. Pois “aquilo que não é instrumental para a vida logo é esquecido”. E após o vestibular o que aproveitamos disso?
Ser competente para passar no vestibular não é resolver problemas reais, ou que nos sejam comuns em nosso cotidiano, mas sim a capacidade de memorização.
Vestibulares são “cega-olhos”, porque aprendemos, a saber, a resposta, mas esquecemos de fazer a pergunta certa para chegar a tal conclusão.
E Rubens Alves diz que o principal benefício que a abolição do vestibular é que “as escolas estariam livres dessa guilhotina horrenda no horizonte e poderiam se dedicar a tarefa de educar, de desenvolver a arte de pensar, que nada tema ver com o preparo com os vestibulares”.
Sem o vestibular, qual seria a melhor maneira de testar conhecimento dos estudantes?
O que isso traria de positivo para nossa sensibilidade?

Atenciosamente;

Mauricio couto Beskow

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